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PERFORMING GUINEA-BISSAU'S
CINEMA ARCHIVE
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PROGRAMAÇÃO
VENTO SUL
ESPAÇO ESPELHO D"AGUA
PORTUGAL

MEMÓRIAS DE TRACAJÁ
Artist / Artista
Moara Tupi Tapajowar
Curated / Curadoria
Inês Valle
Datas / Dates
25 Set – 06 Oct
2020
Participantes / Convidados
25 Set – Dornélio da Silva
29 Set – Catarina Gushiken
2 Oct – Sol Itaputyr
6 Oct – Cassis Bian
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Programa /Program
VENTO SUL
Local / Venue
Espaço Espelho D'Água
Belém, Portugal
A oralidade desempenha um grande papel de conexão e continuidade das memórias dos povos originários de Pindorama (Nome do Brasil antes de 1500). Narrar é ensinar o outro a escutar, a pensar e “ver com os olhos da imaginação”. É através da linguagem verbal que ele expressa suas experiências quotidianas de forma a entreter e\ou repassar informações a seu povo. Por meio das narrativas orais requisitam a memória coletiva e (re)constroem a memória social, (res)significando o tempo, as relações de pertencimento e os vínculos sociais.
A partir das narrativas nós informarmos quem somos, construímos nossas identidades sociais. Os indígenas que são contadores de histórias são os detentores da memória coletiva, da cultura e da tradição do seu povo. A partir disso será indagado sobre como podemos recriar as nossas memórias? Como construir histórias de que em algum momento foram apagadas pelas narrativas dos colonizadores?
Num convite intimista convidamos para um ato-escuta-memória online entre a artistas e convidados indígenas brasileiros sobre estas questões e o público será também convidado a participar na discussão.
Um projecto com curadoria de Inês Valle, que aconcetece no ZOOM nos dias 25 e 29 de Setembro e 2 e 6 de Outubro, às 20h (PT)/ 16h (BRZ).
Lugares Limitados / Reservas:
Parte deste projecto surge uma edição limitada de 5 obras resultante deste projecto, que pode ser consultado aqui.
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MEMORIAS DE TRACAJA is part of the VENTO SUL program,
supported by DGArtes & Espaço Espelho D'Água..
Moara Tupi Tapajowara
Moara Tupi Tapajowara nasceu em Mairi Tupinambá (Belém do Pará), artista visual e comunicóloga formada pela Universidade Federal do Pará. Atualmente pesquisa sobre a sua genealogia e ancestralidade indígena com o projeto Museu da Silva, da comunidade tapajowara Cucurunã. Também desenvolve projetos de curadoria independente, ativista e colaborativa com indígenas em diferentes contextos no espaço Colabirinto, em São Paulo. Desde 2015 vem trabalhando com Arte & Ancestralidade, e como se conectar com os nossos ancestrais por meio da criação artística. em 2019 decidiu se aprofundar melhor na origem da sua família paterna, da comunidade onde o seu pai nasceu. Iniciou um processo criativo de imersão em uma pesquisa totalmente independente sobre seus parentes que se originam da comunidade tapajowara Cucurunã (Baixo amazonas/Tapajós) que a fez criar um “Museu” itinerante e digital, o @museudasilva, que, além de tratar da pesquisa sobre sua genealogia familiar, procura revelar as consequências contemporâneas dos processos violentos da colonização . Atualmente está participando da Bienal de Sidney de Nirin (curador Brook Andrew). Em 2019 participou no Seminário de Histórias Indígenas do MASP, uma das convidadas para falar sobre o “Museu da Silva”, ao lado do curador Brook Andrew ; idealizou o “Agosto indígena” (2019/São Paulo - @colabirinto), foi convidada a participar do evento Teko Porã, na Expo coletiva “Re-antropofagia” com curadoria de Denilson Baniwa e Pedro Gradella (2019/Niterói- Centro de Artes da UFF). Já foi indicada ao Prêmio de Arte e Educação da Revista Select, em 2018, pelo projeto II Bienal do Ouvidor 63, ocorrido na maior ocupação artística de São Paulo. Moara Brasil é agora Moara Tupi Tapajowara.
Dornelio Silva
Dornelio Silva é originário da comunidade tapajowara Cucurunã, de Santarém do Pará. Morou numa “república” de seminaristas santarenos no início da década de 1980 e envolveu-se com o movimento social. Estudou teologia em Belém e em 1984 retornou a Santarém e foi convidado para trabalhar no setor de jornalismo da Rádio Rural. Retornou a Belém para continuar seus estudos. Dornélio Silva é Mestre em Ciência Política (UFPA). Gosta de escrever e contar histórias. É pai da Moara.
Sol Itaputyr
Sol Itaputyr nasceu em São Paulo, mas sua família é de Alagoas. Originária do povo Jeripancó, da aldeia Ouricuri. Vem trabalhando atualmente com o ativismo, retomada e ancestralidade indígena no contexto da cidade. Tem uma forte conexão com as medicinas da floresta que foram repassadas pela sua família de geração para geração. É mãe,cantora,compositora,desenhista,dançarina. É integrante da Associação Wika Kwara e do coletivo Originários.
Catarina Gushiken
Catarina Gushiken nasceu em São Paulo no ano de 1981, é artista visual. Seu modo de olhar o mundo vem de um lugar construído ao som do sanshin de seu jitchan e das delicadas danças de sua batchan. A presença de sua ancestralidade asiática, uchinanchu, povo indígena de Ryukyu (hoje Okinawa/Japão), norteia seu caminho em direção aos saberes dos povos originários.
Cassis Bian
Cassis Bian, é indígena em processo de retomada, no contexto da cidade. É mãe, fotógrafa, performer e artista de rua e periférica. Atualmente mora na maior ocupação artística da América Latina, o Ouvidor 63. Atua em coletivos em São Paulo, como o Colabirinto. Sua trajetória artística se iniciou em 2014, na ocupação Ouvidor 63. Vem tecendo fios da memória e fragmentos de sua ancestralidade, construíndo sua identidade na luta indígena coletiva em contexto urbano. É integrante da Associação Wyka Kwara